quinta-feira, 7 de maio de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Swiss SOS Make up
No âmbito da Disciplina de "Desenvolvimento de Novos Produtos" foi-nos proposto o Desenvolvimento de um Produto que se inseri-se na categoria dos dito Novos. Como tal, venho por este meio apresentar o meu projecto.
por Andreia Pereira #6470 (a.k.a. guidaSvet)
INTRODUÇÃO
O produto deverá inserir-se numa das categorias que caracterizam os mesmos, a variação a produtos existentes, a produção através da inovação técnica, a produção de inovação dinâmica ou uma produção de inovação revolucionária. A variação de produtos já existentes implicam uma melhoria de performance, de custo, de extensão de funcionalidades, ou até mesmo a extensão da marca; Os produtos resultantes da inovação técnica implicam a exploração da inovação tecnológica e a sua aplicação; os de inovação dinâmica, caracterizam-se por não terem grande impacto a nível técnico, mas por implicarem profundas alterações no consumo, consumidor ou mercado; a produção de inovação revolucionária liga-se simultaneamente à grande inovação técnica e à implicação na alteração de atitudes.
A linhas directrizes deste trabalho levam às cinco fases do desenvolvimento de novos produtos. De inicio, uma fase exploratória onde é necessária uma pesquisa em que a observação do quotidiano conduz a possíveis ideias que se revelam através de inúmeras fontes, como o contacto com os consumidores, a interacção com os produtos com os quais se quer concorrer, através de pesquisas qualitativas com os consumidores e a partir de um brainstorming. Após a escolha das ideias que preenchem os requisitos, passa-se à Análise Preliminar, na qual é elaborada uma análise prévia do produto e do desenvolvimento do mesmo, tal como a sua viabilidade no mercado. Deve ser ainda, assente a projecção do volume de possíveis vendas e lucros calculando a taxa de retorno - Análise de Negócio. Concluídas as fases anteriores procede-se para o Desenvolvimento, em que se concretiza a ideia, descreve-se as características do produto e os seus benefícios para o consumidor, relatam-se os dados do mercado e descreve-se o público alvo e produtos similares já desenvolvidos. Conclui-se entretanto, com o Lançamento do produto no mercado.
Como fase exploratória recorri à observação do quotidiano, centrando-me nas viagens de comboio que me acompanham diariamente, daí surgiu-me uma ideia no campo da maquilhagem, combinando dois produtos já existentes, a qual será desenvolvida ao longo deste trabalho de pesquisa e desenvolvimento.
Como guia para o execução apresento, antecedente ao projecto propriamente dito, um esquema que descreve os passos a serem tidos em conta.
Lanço-me neste desafio com a consciência de que não será uma tarefa fácil, mas com esperança de introduzir um produto que seja considerado novo e inovador.
Através de Algumas noções dos Modelos de Desenvolvimento de Novos Produtos de Fuller e de Corsenza, elaborei um Diagrama (Fig. 1), que me conduzirá ao longo deste Projecto. Existem fases descritas neste processo que não serão elaboradas, nomeadamente, a partir da criação de um protótipo.

Fig.1
PRÉ-DESENVOLVIMENTO
Fase exploratória
Recorrendo à análise do que me rodeia, principalmente nas viagens de comboio que faço no meu dia-a-dia, houve algo que me suscitou algum interesse, encaminhando-me para um leque de ideias que despoletavam novos produtos. Diariamente, mulheres de várias classes sociais, com personalidade e aspecto físico semelhante em alguns casos, mas, diferente em outros, maquilhavam-se no comboio. Algumas com grandes estojos de maquilhagem, outras apenas com o básico essencial.
Esta observação levou-me ao “estudo” da minha rotina diária, para chegar a conclusões que nunca tinham sido relevantes e, que respondiam ao porquê de estas mulheres se maquilharem no comboio. A falta de tempo é um dos factores principais, porque com o stress do dia-a-dia, os horários a cumprir e a vida completamente cheia com diversos afazeres, levam a lacunas no mais básico. E, como a aparência é algo muito importante, para o sexo feminino, em qualquer que seja a circunstância, estas carregam com os seus estojos e aproveitam os momentos em que têm um pouco de tempo para “tratarem de si”.
O factor que originou algumas ideias, foi o facto de as consumidoras recorrerem a
estojos, sejam eles de que tamanho forem, que se tornam pesados na mala pessoal, desnecessariamente, visto levarem mais do que o básico necessário.
O que me surgiu em mente criar, seria um objecto que fosse único, mas que abarcasse o básico, sendo que aliava o compacto ao versátil e a estética à praticabilidade. Logo, algumas pesquisas foram efectuadas para acoplar a maquilhagem básica num só objecto.
Com o intuito de obter o maior número de ideias recorri ao brainstorming, com algumas amigas que viajam no mesmo comboio, e que se maquilham diariamente. Optei por fazer dois brainstorming, um que partisse de “maquilhagem/cuidados básicos”, e outro que partisse de “objecto multifunções”(fig.2).
Fig.2
Pesquisa de Mercado
Neste caso, a pesquisa serve para analisar apenas a forma e a estética e as embalagens dos produtos para melhor se incorporarem com o canivete suiço e os seus encaixes. Mais tarde, explicarei as minhas escolhas.

Fig.3
Canivetes
fig.4Produtos Concorrentes
Fiz uma pequena pesquisa de imagens, na qual me surgiram alguns estujos e pequenas caixas portáteis. Contudo, existem algumas falhas como o peso ou não conterem o básico essencial.

Fig.5 e 6No caso deste projecto, consegui concluir que o produto foi bem aceite após a proposta à turma, todavia, não sei como resultará no mercado exterior. Logo, não tenho dados suficientes que me indiquem os possíveis lucros que este trará.
Relativamente ao estudo financeiro, como na maioria dos negócios, é necessário haver um investimento que, genericamente, só trará retorno passado algum tempo.
DESENVOLVIMENTO
Concretização da ideia
Através de alguns esboços, que juntam o canivete e os cuidados básicos, transparece-se a ideia que se pretende futuramente desenvolver.
Nesta ideia existe a incorporação de elementos femininos, maioritariamente femininos, num objecto, genericamente, masculino. Combina-se assim dois produtos existentes, inserindo este produto na categoria “variações aos produtos existentes”.
Visto existir uma extensão das funcionalidades do canivete suiço e, da marca para uma gama de maquilhagem.
Partirei para a descrição das características do produto, através dos esboços e de montagens, os quais apresento de seguida.
Esboços e Descrição do Produto
Quanto aos objectos que o constituem, pode-se referir que, na imagem que visualizamos, divide-se em duas partes. A da esquerda destina-se à maquilhagem, e a da direita aos cuidados de manicure.
Do lado dos cuidados das mãos é possível visualizar uma tesoura (típica de canivete suíço), duas limas descartáveis e um verniz. Neste lado, apenas o verniz e as limas são retiráveis para substituição. O mesmo sistema, anteriormente referido é utilizado no verniz.
O produto fechado deixa alguns elementos de fora, mas encaixados devidamente. O lipgloss
pende da mesa forma, o rimel encaixa no corpo principal, ficando visível em todo o seu comprimento e o verniz encaixa a sua “tampa” na lateral direita.A escolha da forma das “embalagens” dos produtos deveu-se a este pequenos
encaixes.

Os encaixes, para as ferramentas que “ficam de fora”, são feitos à medida destas não podendo ser colocados outros fora da gama do produto, visto que estes podem ser substituídos.O produto tem 5cm de altura.

A substituição dos produtos é feita quando estes estão gastos, ou por outros da mesma gama, ou seja de cores diferentes. Também, podem ser escolhidos produtos diferentes, por exemplo, um eyeliner em vez do rimel. O facto de serem da mesma gama deve-se à forma da embalagem e aos seus encaixes.
Igualmente aos acessórios que se encaixam totalmente, no corpo principal, ainda, existe um espelho e um pente que deslizam para a superior.
O produto já tem um “nome piloto”, visivel na superior do mesmo. Este nome surgiu do conceito deste desenvolvimento, já que se baseia na mesma teoria que o canivete suiço (Swiss Knife), a portabilidade de várias ferramentas num só objecto. Contudo, neste caso as ferramentas são acessórios de cuidado pessoal. Concluindo, este seria denominado de “SWISS SOS make up”, ou seja, maquilhagem SOS num canivete suiço, visto esta ter o objectivo de poder ser levado para qualquer lugar e, ser usado em todas as ocasiões mesmo as de emergência.Este novo produto transporta consigo alguns benefícios para os consumidores que dele usufruirem, principalmente para as mulheres que não têm tempo para tratarem da sua aparência, em termos de maquilhagem e manicure. Este será mais prático em termos de transporte e mais leve, cabendo em quase todas as malas, até mesmo as de festa.
A vertente de os acessórios serem substituídos, tanto por desgaste, como por gosto pessoal, faz com que a durabilidade do produto seja grande.
Outras funções poderiam ser acopladas a este produto, algumas que se perdem e são difíceis de encontrar dentro das malas, como por exemplo uma “pen Usb” e uma caneta para tirar apontamentos.
Descrição do perfil do Público-Alvo
O público-Alvo deste produto são mulheres que pretendem estar “aprumadas” em qualquer situação e que não têm tempo para o fazer em caso, por motivos variados. Todavia, este produto dirige-se a todas as mulheres que se maquilham ou, que querem ter maquilhagem sempre consigo para situações de emergência.
PÓS-DESENVOLVIMENTO
Lançamento no Mercado
Esta fase do projecto é fícticia, visto que se saltaram alguns passos do processo de desenvolvimento, já que o produto não vai ser nem prototipizado, nem produzido. A razão pela qual inseri este capítulo no projecto foi para mostrar algumas montagens que fiz por piada.

O desenvolvimento deste trabalho alcançou os objectivos iniciais, criando uma base sólida para uma futura produção.
Com este projecto fiquei a conhecer melhor a forma como se desenvolve um produto em todas as vertentes, seguindo fases que se tornam indispensáveis para solidificar qualquer que seja a ideia.
O facto de não ter criado uma peça de vestuário, tendo me deslocado para outro ramo da moda, fez-me crescer como futura designer de moda, transparecendo a eficácia que nós, designers de moda, temos em trabalhar em outro tipo de produtos.
Espero que o meu produto tenha seguido todas as regras necessárias, na sua passagem de ideia para algo mais concreto, e que sobressaia como “novo produto” junto dos consumidores, quando um dia mais tarde for produzido.
Fontes de Informação
COsenza, António Jesus - “Processo de Desenvolvimento de Novos Produtos” (2006)
GONÇALVES, Alex Augusto - “Inovação de Desenvolvimento de Novos Produtos”
ZANCUL, Eduardo; Marx, Roberto e Metzken, André - “Organização do Trabalho no Processo de Desenvolv imento de novos Produtos: a aplicação da engenheria simultânea em 2 montadoras de veículos”
http://www.wikipédia.com
http://www.swiss-knife.com
http://www.decarvalho.eng.br/manualdedp.html
http://tomarketing.blogspot.com/2008/desenvolvimento-de-novos produtos.html
http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=38063146
Aulas e ppt. da Professora
http://deviantart.com
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Trabalho de Novos Produtos
Do ponto de vista de mercado um produto/serviço é aquilo que consumidor/cliente/usuário percebe como capaz de satisfazer uma necessidade material ou não. Assim, a noção de novo varia conforme o critério que se utiliza na diferenciação do produto em relação aos seus concorrentes, pois, mesmo que não haja algo técnico e objectivamente novo, o produto ou serviço pode ser percebido como tal pelo consumidor ou usuário, o que nos permite afirmar que a inovação tem um carácter subjectivo e relativo.
Podemos portanto, ter vários produtos novos sem grandes investimentos para a sua elaboração o que torna o processo de geração de um novo produto metodologicamente, fácil de ser seguido.
Segundo Consenza, em 2006 são cinco as etapas para o lançamento de um novo produto ou serviço:
1. Fase exploratória:
Nessa etapa, deve-se colectar o maior número de ideias possíveis, tendo em vista o problema proposto que é a categoria de produto na qual a empresa pretende trabalhar e investir os seus esforços.
Várias são as fontes capazes de fornecer essas idéias: contacto com consumidores/clientes/usuários de produtos semelhantes; colecta no mercado de produtos com os quais se espera concorrer; pesquisas qualitativas com consumidores/usuários da categoria em questão; solicitar do exterior amostras de produtos existentes na área; ir ao exterior pesquisar em feiras e nos canais de distribuição o que existe em comercialização; realizar um braim-storm com executivos da empresa que exerçam actividades nas diferentes áreas funcionais.
Essas fontes devem alimentar um banco de dados que fica à disposição dos gerentes de novos produtos para consulta sempre que for iniciar um projecto de desenvolvimento.
2. Fase de análise preliminar:
Uma vez escolhidas as idéias que preencham os requisitos estabelecidos pelo mercado deve-se iniciar uma avaliação prévia para mensurar a viabilidade económico-financeira-jurídico-técnica e de operacionalização/produção de cada uma delas, além, é claro, da viabilidade de mercado.
3. Fase de análise de negócio:
Nessa etapa, há a necessidade de se projectar o volume de vendas, os possíveis lucros e calcular a taxa de retorno para compatibilizá-la com os alvos da empresa.
4. Fase de desenvolvimento:
É a passagem de projecto enquanto idéia a projecto enquanto concretização de uma idéia. De posse de todas as informações da etapa anterior a equipe de novos Produtos elabora um sumário que contém: descrição das características do produto/serviço e benefícios para o consumidor/cliente/usuário; dados de mercado com estimativa de mercado potencial, mercado total, taxa de penetração e taxa de participação de mercado; descrição do perfil do público alvo descrição de produtos similares já existentes no mercado; recomendação para início do desenvolvimento.
5. Fase de Lançamento:
Nessa fase a equipa de Novos Produtos deverá colocar o produto/serviço no mercado com todas as adaptações/aperfeiçoamentos que foram indicados no teste de mercado e sua primeira preocupação deve ser treinar a equipa de vendas e efectuar um lançamento.

Levando em conta as etapas citadas acima para o desenvolvimento de um novo produto optou-se desenvolver neste trabalho as três primeiras etapas sendo elas:
- Fase exploratória;
- Análise preliminar;
- Análise de negócio.
Após uma pesquisa feita a partir de imagens tiradas na nossa Faculdade, foram tidas em conta ideias que originaram novos produtos e a imagem acima foi a escolhida para a realização do trabalho final.
A partir desta imagem pensou-se criar um produto através da necessidade vivida por nós, alunos de moda, de transportar diversos materiais no nosso dia-a-dia e não ter um local apropriado para os guardar.
A necessidade surgiu portanto, da observação e, no nosso caso, da vivência, do dia-a-dia de um estudante de design de moda, o qual precisa de várias bolsas, caixas e pastas para carregar todo o seu material. Já existem no mercado inúmeros modelos de bolsas/malas/pastas, algumas até específicas para certas profissões, como pastas próprias para carteiros, para médicos, enfermeiras, manicures, maquiadores, dentre outros. Existem, também, pastas próprias para armazenarem papéis de tamanhos maiores que o convencional e de diferentes espessuras. Porém, ninguém ainda produziu uma bolsa específica para um estudante de moda ou um estudante de arquitetura…
Pesquisa de malas já existentes no mercado:
Materiais:
Opções de tecidos são inúmeras. Porém, para cada bolsa pode utilizar-se matériais modernos e iniovadores sem perder as caractristcas do design desejado.
Por exemplo o Nylon 600 é resistente e leve. Kevlar é muito utilizado na Europa, é igualmente resistente e leve, é utilizado nos blusões para motociclismo e motoqueiros. O Couro (tecido ecológico), ou o neoplan (tecido utilizado para mergulho).
(continuamos em pesquisa e em breve colocaremos mais novidade sobre o nosso novo produto.)
Trabalho realizado por:
Sofia Gomes;
Júlia Culau;
Bruno Elias;
Elsa Ribeiro;
Kledir Salgado;
Helena Guedes.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Exame



Bruno Elias
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008






sábado, 13 de dezembro de 2008
A importância das marcas
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
D'Olho nas Opções dos Consumidores
Deixo estas questões levantadas para os nossos observadores, e espero que a recolha deste nosso trabalho seja útil para concluir alguns factos sobre o consumo no mercado do vestuário dos nossos dias. Deixo-vos então as fotos e os respectivos dados!
Numa família em que há pessoas empregadas os gastos podem ser divididos entre peças mais caras e peças mais baratas...
Peças que custam mais dinheiro têm uma maior duração no seu tempo de vida, podendo ainda manter-se actuais durante várias estações...quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Comportamento do Consumidor

6490
domingo, 23 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
D'olho no mercado alternativo: LOJA 67
Assim, do automobilismo à venda de diversos acessórios foi um pequeno passo, tornando-se esta loja cada vez mais eclética.
Ao entrar na loja, a primeira chamada de atenção é delegada a um grande móvel de estilo barroco de madeira talhada em cornucópias e anjos. Esta peça confere um contraste interessante com o carácter descontraído e quase familiar da loja. Abstraindo-nos deste facto, o passo seguinte é procurar um artigo que seja do nosso interesse ou então satisfazer a curiosidade relativa a este estabelecimento tão invulgar, uma vez que existe uma infinidade de produtos, de diferentes tipos, e que podem interessar aos mais variados clientes.
Observando a montra pela primeira vez, sem conhecer o passado da loja, poder-se-à pensar que o seu conceito se baseia na junção de várias tribos urbanas num mesmo espaço. No entanto, com a nossa observação, constatamos que existe uma maior importância em artigos relacionados com motociclismo e automobilismo, de entre os quais se destacam peças de roupa em pele (casacos e calças de cabedal), como também outras peças de cariz desportivo e prático. Claro que, como
Assim, muito para além de emblemas automobilísticos, luvas, botas, e toda uma gama de artigos relacionados com a origem da loja, está disponível um universo de bijuteria gótica e punk, como também objectos decorativos de cariz espiritual como espanta espíritos e caçadores de sonhos. Ainda a acrescentar temos as t-shirts de várias bandas dis
Numa última observação, apesar de ser uma loja muito interessante e que chama a atenção de um grande número de pessoas, a 67 não se insere directamente no mercado de vestuário, sendo que não se preocupa em disponibilizar quantidade e variedade ao nível de peças – quando se trata de roupa, prefere apenas garantir que terá artigos interessantes para os clientes habituais e para os mais curiosos.
Contrariando estratégias standard de mercado, os proprietários desta loja não dão relevância ao factor “marca”. Os critérios de escolha dos produtos baseiam-se exclusivamente no gosto pessoal - ou como foi referido pela proprietária, o “feeling” - e numa tentativa de resposta às necessidades dos seus clientes. Por outro lado, à medida que o gosto dos proprietários foi evoluindo, também os artigos que adquirem para a loja vão variando ou aumentando a nível de variedade.
Assim, acaba por existir uma diversidade imensa de marcas, tal como de produtos, que podem ou não ser identificadas pelo público. De entre estas pode-se destacar a marca DockMartins, que tem inclusivé um expositor próprio e publicidade presente na loja. Entretanto, mais nenhuma marca assume uma posição semelhante, sendo que há peças que nem possuem etiqueta. As peças ganham campo na loja não pela sua marca mas sim pela sua categoria (ou é um cabedal, ou um acessório automobilístico, ou t-shirt, etc.).
Os seus fornecedores são na sua maioria provenientes de Inglaterra. Estes agentes e representantes de diversas marcas consideram que a loja 67 é um dos locais propícios ao escoamento dos seus produtos. Por este motivo, um dos meios pelos quais a loja adquire os produtos é através da visita dos representantes das marcas à loja, possibilitando uma escolha personalizada no momento.
Devido à peculiaridade de artigos existentes na loja, esta torna-se apelativa para marcas que não queiram estar presentes em lojas mais massificadas mas sim em lojas alternativas, às quais as pessoas vão sempre recorrer para encontrarem produtos diferentes e diversificados que actualmente escaceiam no mercado.
Por fim resta referir que a loja 67 não negoceia com feiras, sendo que os seus fornecedores são conhecidos de longa data (das referidas viagens a Inglaterra para eventos automobilísticos) ou adquiridos a partir da personalidade inerente à loja.
Os preços, de acordo com a vasta oferta, são muito variados. Analisando específicamente as peças de roupa, constatamos que aquelas com preços mais elevados são os casacos e as calças de pele rondando os 100 e os 180 euros. Também as botas de biqueira de aço estão marcadas aos 125 euros. Umas calças fantasia tartan podem chegar aos 90 euros e as mais baratas ficam pelos 30 euros. Outros acessórios de moda como os cintos podem custar de 15 a 20 euros.
OS CLIENTES
Obedecendo às características que tem, a loja 67 possui um público muito diversificado, onde se inserem pessoas de todas as faixas etárias e de todos os grupos sociais. Numa observação passiva, podem-se ver tanto crianças, jovens raparigas, ou homens de mais idade a entrar neste estabelecimento. Enquanto observávamos a loja, nenhum dos clientes que entrou aparentava pertencer a alguma tribo urbana, contrariando qualquer primeira impressão que se possa ter acerca deste estabelecimento. Por outro lado, estas pessoas também são clientes: afinal, os artigos disponíveis dirigem-se precisamente a estes grupos, quer intencionalmente ou não.
A fidelidade é, surpreendentemente, inerente a alguns clientes. A loja orgulha-se de ter clientes em diversos po
É de referir também, tendo em conta a localização central da loja e o seu factor peculiar, que muitos turistas são levados a entrar na loja e servirem-se de alguns artigos como lembrança ou souvenir. O facto de os turistas poderem fotografar a loja divulga a mesma para outros visitantes dos respectivos países.
Da mesma maneira que desperta a atenção do público em geral, também produtores de cinema e de televisão procuram a diversidade que a loja 67 disponibiliza. Segundo a senhora que gere a loja, já teve várias ocasiões em que vendeu para teatro, ou filmes, tendo inclusivé atendido La Féria.
Embora não tenhamos nenhuma outra loja de referência que possamos considerar como um concorrente directo à loja 67, devido à diversidade de oferta de produtos, claro que outras lojas têm produtos iguais ou semelhantes, sendo que na sua maioria são mais a
Comprova-se então que a loja estudada não tem qualquer concorrente directo, mas sim concorrentes indirectos que, apesar de abordarem temáticas diferentes na sua essência, e conceitos específicos, vendem artigos que também se encontram presentes na loja que estudámos.












