segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"UM OLHAR DIRECCIONADO" Consumer Way

Com a realização do presente painel proposto, optou-se pelo estudo pormenorizado de alguns consumidores de uma meio social específico, neste caso, a "Universidade Lusíada".
Tendo em conta, que sendo uma universidade privada revela à partida um acréscimo monetário relativamente ao ensino público, a evidência desse facto no consumo de vestuário foi uma das questões fulcrais detidas no processo de análise.
Acompanhando um período semanal de uma das consumidoras com quem convivo diariamente, procurei relacionar o factor real "dinheiro", com a "necessidade" ou a falta desta no momento da compra.




Comparativamente, e direccionando o estudo para um público-alvo jovem, entre os 20 e os 22 anos, conclui-se que, e dado que até ao momento nenhum dos presentes consumidores denota um emprego sustentável, o consumismo resume-se ao montante disponível e aceitável cedido pelos familiares, na sua maioria, pelos pais.
A diversidade de cursos, manifesta não só que jovens de sensibilidades culturais, e sociais diferentes convivem num mesmo universo social, e que contrariamente ao referenciado pela consumidora principal (aquela com quem convivo), não manifestam claramente o seu estatuto social, e hierárquico através das roupas, como esta parece pretender demonstrar na generalidade.
Quando questionada de "Porque consomes com tanta frequência peças de vestuário e acessórios?", a consumidora apenas assume que contrariamente ao que a maioria possa sustentar, trata-se de uma forma prazerosa de realização pessoal, que manifestamente denota a sua incoerência pessoal. De facto, o consumismo pode ser fruto apenas de um poder mental irreal, mas a incongruência no modo de revelação imagética que esta procura denotar perante o seu meio social, incorpora outro tipo de responsabilidade pessoal, inclusivé no momento da compra.
Comparativamente, todos os outros consumidores questionados, não são afectados precisamente pelo factor "moda actual", mas não deixam de procurar peças que os satisfaçam, ainda que com uma maior distanciação temporal. Para os rapazes inclusivé, e tratando-se de irmãos gémeos, o custo a sustentar a cada estação, parece ser um dos factores principais que os sensibiliza no momento da compra. Estes irmãos demonstram ainda que com pouca roupa se pode manter e deter um estilo muito próprio e característico, que não os afasta do meio social em que a consumidora principal está inserida, mas os distingue dos demais, e os insere como tal, e preferencialmente, por essa diferenciação em diferentes grupos sociais. São consumidores que não adquirem produtos em função do meio onde estão inseridos, mas dos seus gostos pessoais, e da sua satisfação, em detrimento dos restantes. Este facto possibilita-lhes a diversidade social que concordam entre ambos possuir, sem disso serem motivo de exclusão entre grupos.

Os seus custos totais, denotam essa realidade, e num deles os custos aumentam em função dos acessórios - óculos utilizados, não porque a sua escolha foi de marca, mas porque actualmente, também assim o incutem as lojas de venda óptica direccionadas ao consumidor.



Quanto à consumidora principal do estudo, esta manifesta os gastos exagerados detidos sobretudo em peças acessórias, que contrapõem, mas contrastam com o seu infindável "guarda-roupa".
Quanto à consumidora de Gestão, esta sustenta o seu principal gosto por roupa de "moda", mas sobretudo a preocupação com a durabilidade das peças, ainda que imponha que "dar 100,00 € por uma camisola de marca, bastante simples, pagando só o custo da marca, me parece totalmente irreal", o que contrapõe, por exemplo os gastos detidos pela consumidora semanal, por exemplo na camisola da "Moschino", de corte simples, com um custo de 120,00 €.
Em suma, e apesar de pretender manter um estatuto social, sem desde decair, a consumidora fulcral do estudo, pelo menos durante o período em análise, não denotou o consumismo monetário exagerado, relativamente aos restantes consumidores.
A experiência pessoal, ainda assim que detenho diariamente permite-me vislumbrar o quão importante, a questão monetária se assume para a supra referenciada consumidora.
De facto, a questão Universidade Lusíada vs Consumismo de Vestuário e afins, não parece revelar factos substancialmente diferentes dos encontrados noutro tipo de meio social, ou grupo em estudo.


Andreia Sofia Rosado dos Santos
#6471 - Design de Moda

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